Hackeamento de webcam é mais comum do que imaginam

Em 2013, Jared Abrahams, de 19 anos, foi condenadoa 18 meses de prisão por ter hackeado a webcam de Cassidy Wolf, Miss Teen dos Estados Unidos pelo estado da Califórnia. A espionagem durou um ano e só foi descoberta depois que Abrahams mandou um e-mail à vítima com fotos dela nua, no qual o hacker a chantageava dizendo que iria publicar as imagens caso a modelo não se exibisse para ele em atos sexuais via internet. Além de Wolf, o jovem alegadamente bisbilhotou na webcam de mais de 100 mulheres.

 

 

“A invasão de privacidade se tornou o negócio mais lucrativo na internet”, diz o analista de segurança online Roberto Martínez, da empresa Kaspersky Lab. Por apenas 40 dólares, uma pessoa mal-intencionada e com certo grau de conhecimento técnico pode ter acesso ao malware chamado BlackShades, especificamente desenvolvido para estes fins.

 

A prática tem se tornado tão recorrente que já ganhou até nome: camfecting, que significa tomar controle da webcam de alguém sem autorização. Segundo Martinez, os motivos que impulsionam um hacker a realizar este tipo de ataque são diversos, desde curiosidade pela vida alheia, até propósitos mais obscuros como obsessão, pedofilia ou extorsão, feita através de chantagens relacionadas a conteúdos comprometedores, como no caso de Abrahams. “O hackeamento de webcam é mais comum do que imaginam”, afirma Martínez.

Para se ter uma ideia da variedade de intenções que movem essas pesso

as, recentemente foi revelado um caso no qual um estranho invadiu a babá eletrônica de um bebê e o acordou gritando no meio da noite, sem motivo algum. O analista destaca que a Copa do Mundo aumentou significativamente a quantidade de computadores infectados com o BlackShades: em busca de sites em que pudessem acompanhar os jogos em tempo real, muitos usuários tiveram a segurança comprometida por instalar softwares ou plugins maliciosos.

“Devemos evitar a todo custo navegar por sites perigosos, bem como baixar programas suspeitos ou clicar em links duvidosos”, alerta. Além desta dica, que é a mais importante, Martínez também sugere como precaução cobrir a webcam com fita adesiva, post-its ou band-aids sempre que o dispositivo estiver sem uso. De acordo com uma pesquisa feita pela Kaspersky, 60% das pessoas não têm o hábito de ocultar sua câmera.

(Fonte: http://revistagalileu.globo.com)

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